A candidatura conjunta de EUA, Canadá e México, é a favorita a sediar a Copa do Mundo de 2026. O Marrocos surge como o azarão.

Será a primeira edição do Mundial da Fifa com 48 países, o que representa um aumento de 50% em relação ao número atual, que será seguido na Rússia 2018 e Qatar 2022.

Quando a Fifa decidiu aumentar as vagas, a Máquina do Esporte mostrou que o futebol masculino passava a ser o Mundial de esportes coletivos mais “democrático” do planeta, com participação de quase 24% dos filiados à entidade.

O projeto norte-americano é grandioso. Serão 49 estádios em 44 cidades. Mas nem o país mais estruturado no esporte tem condição de encarar sozinho o desafio de sediar um megaevento dessa proporção. A estimativa de custos não foi divulgada.

A Copa do de 2014 contou com 12 arenas. Boa parte desse legado, como os estádios de Manaus, Cuiabá, Brasília e Natal, tem pouco uso. Foram gastos R$ 25 bilhões, sendo R$ 8 bilhões nas arenas.

Para 2030, outra candidatura conjunta desponta: Uruguai e Argentina. Seria uma homenagem aos uruguaios, sede da primeira edição, em 1930, no centenário da Copa do Mundo.

No entanto, com economias mais frágeis, nossos vizinhos sul-americanos teriam que encarar o desafio de erguer ou reformar arenas sofisticadas, no padrão Fifa, em números semelhantes ao da edição norte-americana. Há um problema adicional: a ausência de tantas cidades com infraestrutura hoteleira para abrigar jogos.

Vale a pena despender tanto dinheiro com esporte, gerando, além de buraco no caixa, enormes elefantes brancos? Não. O Uruguai merecia esse tributo. Nas atuais condições do Mundial da Fifa, é melhor que não o tenha.


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