Pode parecer repetitivo, mas volto aqui ao tema do “Breaking 2”, projeto que a Nike encabeça para tentar fazer com que o homem quebre a barreira de 2h para correr uma maratona.

Quando o projeto foi anunciado, fiz uma crítica de que ele precisaria da chancela de “recorde oficial” do esporte para ter alguma validade ao público. Prepotência da minha parte achar que a Nike realmente não pensara nisso.

O fato é que o consumidor abraçou a ideia. O fanático por corrida não só nem está preocupado se a Iaaf chancela ou não a marca como provou que caiu na armadilha da empresa. O tênis que foi criado para essa tentativa é hoje objeto do desejo do corredor.

Se ainda não quebrou a marca proposta, a Nike quebrou a parede que restava de proteção da mídia em relação à divulgação do conteúdo.

A grande sacada da Nike foi não dar bola também para a mídia na hora de transmitir o evento. Em vez de buscar as emissoras para negociar a exibição de 2h de uma corrida de um homem só, a empresa soube com maestria usar a força das redes sociais. Pelo Facebook e YouTube, transmitiu ao vivo a saga.

Resultado: mais de 6 milhões de visualizações do vídeo, 45 mil comentários e praticamente o mesmo número de compartilhamentos das imagens.

O resultado é abaixo daquele que pode ser gerado pela mídia tradicional, mas com certeza nenhuma ação tão comercial como essa teria aval das emissoras para ter uma transmissão.

Até nisso a ação da Nike representou uma quebra de paradigma. A empresa mostrou que a mídia pode vir a ser ótima como ratificadora do conteúdo que ela criou, executou e ainda transmitiu para o mundo todo. A última parede do muro parece ter caído...


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Faturou o Palmeiras nos quatro primeiros meses deste ano; valor é R$ 39,5 milhões maior em relação a 2016.

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