Aos poucos, a indústria do esporte no Brasil começa a mostrar alguns níveis maiores de maturidade em relação ao que havíamos experimentado há cerca de uma década, antes de os megaeventos entrarem em nossa rota.

Passada a euforia de Copa e Olimpíadas, o que fica é uma indústria um pouco mais madura, com uma visão mais clara do que pode ser oferecido para quem investe num patrocínio.

O caso do banco Inter, que usará o São Paulo para turbinar sua lista de correntistas, é ótimo exemplo de ação que não demanda muito esforço e que pode obter um ótimo resultado.

Ainda há algumas aberrações, como o comportamento de uma Crefisa no Palmeiras, ou patrocinadores que ainda se contentam apenas com a exposição de marca. Mas, via de regra, o que o Brasil exibe hoje são diversas tentativas de fazer um patrocínio ser o que precisa: um apoio ao patrocinado, mas que gere retorno a quem investe.

Há uma semana, Duda Lopes, de Boston, trouxe uma visão interessante de um especialista americano. Vivemos, hoje, uma indústria que era a realidade americana de duas décadas. Esse atraso começa a ser tirado pela melhoria no nível do profissional dentro do mercado de esporte. Temos, em clubes e confederações, gente muito mais preparada do que tempos atrás.

E a tendência, no futuro, é de uma melhora ainda maior no mercado. O esporte sabe, hoje, que precisa inventar formas de gerar receita para pagar uma estrutura cada vez mais cara.

A maturidade vem a fórceps. Seja na criação de um cartão exclusivo para o torcedor de um clube, seja no aumento de programas como o sócio-torcedor. O negócio do esporte no Brasil é, hoje, melhor do que há cinco anos.


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