Soa no mínimo estranha a decisão da Chevrolet de abandonar, às pressas, o patrocínio ao futebol. A empresa foi grande apoiadora de Marco Polo Del Nero desde a época em que o dirigente comandava a FPF.

Para muitos, o patrocínio da montadora a 22 campeonatos estaduais foi fator determinante para a eleição de Del Nero para comandar a CBF, em 2014, no lugar de José Maria Marin.

Com o dirigente na confederação, a Chevrolet decidiu migrar o apoio dos Estaduais para o Brasileirão. Nesse período, empresa e Del Nero enfrentaram períodos turbulentos, incluindo a operação policial que prendeu parte da cúpula da Fifa, em maio de 2015, às vésperas da eleição de Joseph Blatter para mais um mandato.

Mesmo com a ressaca do 7 a 1 e com o pouco empolgante retorno de Dunga, a Chevrolet resolveu investir na seleção, contratando inclusive o técnico como embaixador. Duas eliminações seguidas em Copas Américas e uma fraca campanha nas eliminatórias fizeram o treinador cair.

Substituído por Tite, a montadora finalmente viu os bons resultados aparecerem e a imagem da seleção ser resgatada. Há dois meses, o Brasil foi o primeiro time a garantir, em campo, vaga na Copa do Mundo da Rússia, após golear o Paraguai, em São Paulo.

Para qualquer marca, é um ótimo ativo a ser explorado, com um ano de ativações até o início do Mundial.

Mas, o que decide a Chevrolet, após o primeiro sinal de sucesso da seleção brasileira, desde o vexame histórico do Mineirão? Sair do futebol, alegando necessidade de “readequar seus investimentos de marketing” diante de um “cenário desafiador”.

Quais as verdadeiras razões? Fica a interrogação.


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