O lançamento de uma camisa de futebol deve ser um evento fechado para a imprensa. Essa é a regra do mercado.

Ou melhor. Era. A ação que a Nike fez para apresentar o modelo que o Brasil vai usar na Copa do Mundo mostrou que, hoje, a conexão de uma marca com o consumidor depende bem menos da mídia tradicional.

Quer dizer. Ela ainda depende, mas a função da mídia é apenas mostrar o produto. A degustação não precisa mais ser exclusiva dos jornalistas.

O que a Nike geralmente faz antes de grandes eventos é reunir a mídia do mundo todo num único espaço para conversar com seus principais executivos e mostrar a tendência que vai ser vista neste grande acontecimento. 

Antes das Copas, era assim que a marca apresentava a camisa de sua principal seleção patrocinada. Agora, a mídia foi avisada digitalmente, dois dias antes do amistoso do Brasil contra a Rússia, de que a nova camisa da seleção seria aquela que Daniel Alves e Marquinhos haviam vestido e divulgado por meio de suas redes sociais.

E a festa? Essa foi guardada para o torcedor, que teve a oportunidade de vivenciar um evento com geração de conteúdo (presença de ex-atletas, celebridades e música) para compartilhar ao mundo em seus canais digitais. 

E a mídia nessa história?

Bem, nossa função é relatar o fato. A Nike usa a propriedade que ela tem, que é a seleção brasileira, para gerar a notícia. Ronaldinho e Bebeto falando sobre Copa do Mundo é uma pauta. A nova camisa do Brasil também.

Claro que essa é a realidade de uma marca que está quase sempre presente, por meio de seus principais patrocinados, na mídia tradicional. É a mídia tradicional, aliás, que precisa achar o seu espaço nesse jogo.


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