A ‘Folha de S.Paulo’ divulgou nesta segunda-feira (19) que Neymar manteve contrato com a Globo entre 2014 e 2015, pela participação do jogador em programas da emissora carioca. Para além da discussão da ética de jornalismo, categoria em que o esporte se encaixava no canal na época, fica a dúvida se a medida foi realmente a mais indicada para o jogador, que já gozava do status de astro internacional.

A própria matéria já indica que a cúpula do jogador não tinha certeza da medida. Em documento, Neymar e seu estafe se confrontam com o dilema de participar de outras mídias, o que feriria o acordo com a Globo. E isso incluiu outros canais, além de uma parceria com o Facebook.

Longe de questionar o poder que o Grupo Globo mantém para impulsionar uma imagem; dificilmente alguém conseguiria negar que a companhia tenha enorme influência na construção de ídolos nacionais. Mas, no momento vivido por Neymar antes da Copa do Mundo de 2014, precisaria o atleta de uma única mídia para ter sua condição reafirmada?

Talvez a resposta esteja na própria ânsia do jogador em aparecer em outros canais. Em julho de 2015, mesmo com o acordo com a Globo, Neymar deu entrevista para a Xuxa, na Record. Essa pluralidade de canais é fundamental para a percepção de um ídolo mais acessível, mais carismático.

No fim, com a inesperada divulgação de documentos que comprovam o acordo entre o atleta e a Globo, Neymar conseguiu apenas mais um episódio dispensável em sua gestão de imagem. E com um enorme adendo: ele teria a mesma atenção da emissora, mesmo sem um acordo. Afinal, ela também precisa de ídolos no esporte.


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