Certa vez, ao conversar informalmente com um executivo de uma empresa, ele contou que nunca recebeu um relatório de retorno de mídia durante os dois ou três anos em que patrocinou um time de basquete. O contrato não foi renovado.

Durante sua palestra no curso da Máquina do Esporte, Sandro Leite, do Movimento por um Futebol Melhor, disse que nunca um clube filiado ao MFM enviou um informe com o retorno dado à Ambev.

Maior patrocínio de camisa do país, a Crefisa pouco fez para ativá-lo em dois anos de relação com o Palmeiras. Mesmo assim, renovou por duas temporadas.

A busca por engajar o torcedor e promover negócios para a marca, deveria ser uma preocupação central do patrocinador. Na falta de ação da empresa, o clube deveria pensar estratégias e propô-las a sua parceira comercial.

Aos poucos, as entidades esportivas abandonam a visão de que o melhor marketing é bola na rede, como gostava de repetir certo dirigente. No entanto, entre a consciência de sua importância e a elaboração efetiva de um plano de ação, há uma distância considerável.

É inegável que o mercado esportivo brasileiro cresceu muito nos últimos anos, capitaneado pela realização dos megaeventos no país. Os clubes nacionais hoje faturam significativamente mais do que seus similares pela América Latina. Com uma mudança de cultura, esse mercado poderia ser muito maior do que hoje é. 


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