Ainda é difícil mensurar quantos corredores de rua o Brasil possui e o quanto essa indústria movimenta anualmente. A dificuldade é fruto de uma maturidade recém-atingida por esse mercado no país. Mesmo assim, já é possível cravar que a modalidade mudou de status por aqui.

Hoje, corrida de rua não é mais para nicho de aventureiros. No início dos anos 2000, esse mercado se transformou ao atrair pessoas de renda mais alta. Ralar no asfalto passou de esporte barato para opção de exercício entre mais sedentários.

Nesse caminho, as provas nas grandes cidades viraram uma febre adotada por amadores e por diversas empresas interessadas em um relacionamento direto com potenciais clientes. Era, e ainda é, uma fórmula poderosa de gerar valor e venda por meio do esporte.

Passados 15 anos, muito mudou. Em parte, porque o contingente de pessoas interessadas não parou de crescer, graças a uma década em que a pirâmide social do país sofreu uma positiva mutação. Para exemplificar, o Sebrae calcula que, nos últimos cinco anos, o número de academias tenha subido 127% no Brasil.

Com essa situação, a corrida de rua passou a se sustentar como plataforma de marketing de grandes marcas, e não mais de patrocínios pontuais a provas. Esse é o grande sinal de maturidade do segmento.

E é o que explica uma marca como a Continental misturar corrida com o futebol na comunicação. Ou a Disney usar o running para anunciar filmes. Ou marcas de esporte criarem pontos de parada nas ruas apenas para corredores para criar experiências novas ao atleta.


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