O sucesso dos energéticos de XV de Piracicaba e Franca mostra que há um caminho claro para licenciamento no esporte no Brasil. Quando o apelo é para um mercado específico, é difícil imaginar que o negócio vá fracassar.

Um dos maiores cases de sucesso recente no futebol é exatamente o de venda de uniforme próprio do Paysandu. O clube paraense tem a maioria de sua torcida concentrada em Belém. E usa isso para vender muito mais que times de alcance nacional, como Vasco e Fluminense, por exemplo.

Mas por que isso acontece?

Uma das pistas está exatamente em entender onde está o consumidor. Se os clubes seguirem baseados apenas nas pesquisas sobre tamanho de torcida, eles nunca conseguirão ter um projeto minimamente racional para o licenciamento de seus produtos.

O que XV e Franca fazem é exatamente entender isso. São clubes de forte apelo em suas cidades. E ficam limitados a isso. Do contrário, iriam desperdiçar foco e energia numa expansão que não faz parte do negócio.

O problema, quando se vai para o universo dos grandes clubes de futebol, é exatamente eliminar o fator soberba. Os times podem até ter apelo nacional, mas quem de fato consome seus produtos? Será que não seria melhor esquecer a abrangência total e focar em mercados que são mais fortes?

É curioso notar como não há esse tipo de entendimento em muitos projeto de clubes maiores. Envaidecidos pelas pesquisas que os mostram como times de alcance nacional, eles esquecem de colocar energia nas regiões em que poderiam ganhar mais dinheiro.

Licenciamento no esporte tem mais apelo no mercado local. E as entidades têm de entender que isso é valioso.


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