É um fenômeno do esporte: somente nesse segmento tão peculiar, o Comitê Olímpico do Brasil consegue ser exemplo, um bom exemplo, para alguma coisa. Nas últimas semanas, conseguiu: tem feito o que muitos gostariam de ver acontecer na Confederação Brasileira de Futebol.

A resposta do COB à prisão de Carlos Arthur Nuzman foi rápida. Pode não ter sido perfeita e pode também ter sido apenas uma reação às duras medidas impostas pelo Comitê Olímpico Internacional, mas as mudanças de fato aconteceram. Será o maior legado deixado pelo antigo presidente.

É a primeira vez em muitos anos que o comitê dá claras demonstrações de querer se modernizar. E mesmo a polêmica com os votos dos atletas tem um mérito no momento: coloca em discussão algo que pouco se falava havia poucos anos.

Curiosamente, todo esse movimento acontece em paralelo a novas denúncias no ‘Fifagate’. E, mais uma vez, o nome de Marco Polo Del Nero, presidente da CBF, é colocado em evidência. A situação do cartola, que se recusa a sair do país, é um absoluto constrangimento para todo o esporte.

No futebol, a renúncia de Ricardo Teixeira apenas abriu espaço para novas personagens desinteressadas. Marín já está preso. Del Nero, mesmo acuado, nem cogita renúncia. Segundo a “Folha de S.Paulo”, o dirigente já articula a chapa para se reeleger, provavelmente como candidato único. Isso, claro, se sobreviver às mais recentes acusações divulgadas.

O COB, assim como a CBF, precisará de anos para melhorar sua reputação junto ao público e ao mercado. Mas esse primeiro salto é fundamental para mudança ter algum efeito.


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