Há uma semana, o comediante Bruno Mazzeo se tornou um nome estrelado em uma campanha iniciada por um movimento de jovens vascaínos: “Com diretas, viro sócio!”, dizia a mensagem dos torcedores e do ator.

“Já que sua voz não é ouvida, seus desejos não são respeitados, então qual a vantagem de ser sócio nessa ditadura? Bater pênalti no intervalo do jogo e participar de sorteio de camisa acredito que não seja o suficiente”, afirmou em sua conta no Instagram.

A questão não é simples. Ao abrir o voto para sócios, passa-se a deixar o clube social em absoluto segundo plano. Por outro lado, tira o processo da bolha que pode ser um clube de futebol, e deixa de lado aqueles nomes influentes nos bastidores, mas que pouco acrescentam ao time.

A tumultuada eleição no Vasco deixa claro que novas medidas são necessárias, ainda que exista uma óbvia dificuldade: quem muda as regras é quem mais está interessado na manutenção do sistema. Um ciclo de problema bem conhecido em Brasília.

Na quinta-feira (8), o Corinthians mostrou que está no mesmo caminho do rival. Após as brigas na sede do clube durante as eleições, Paulo Garcia, candidato que dificilmente teria apoio popular, denunciou uma suposta fraude nas votações mais recentes.

No clube paulista, o voto do sócio-torcedor já foi promessa de Andrés Sanchez, que depois recuou pela complexidade política de sua implementação. Movimentos pelo direito a voto, como o do Vasco, chegaram a existir nos últimos anos, sem sucesso.

Adotado por alguns dos grandes clubes no Brasil, a democratização dos times parece medida cada vez mais urgente para mudar o status quo.


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