É um manancial de notícias ruins para a credibilidade do esporte olímpico brasileiro. O ex-presidente do COB, Carlos Arthur Nuzman, teve a prisão renovada por tempo indeterminado. Quanto mais a vida do dirigente é investigada, mais tramoias, maracutaias e escândalos são revelados.

Há um mês, foram achados R$ 480 mil em espécie na casa do cartola. Dias depois, Nuzman fez uma retificação à Receita Federal, revelando ser dono de 16 quilos em barras de ouro, depositadas em um cofre na Suíça. A declaração, porém, não foi por bom-mocismo. Dias antes, a Polícia Federal havia apreendido a chave do tesouro e cartões de visita de funcionários do banco.

No domingo, vejo, em bela reportagem do amigo Vinícius Dônola, da TV Record, que o montante de bens de Nuzman e Leonardo Gryner, seu braço-direito, também detido, ultrapassa R$ 1 bilhão.

Já matéria no “Fantástico”, da Globo, no mesmo dia, mostrou o depoimento-bomba de Maria Celeste Pedroso, secretária de Nuzman, que contou que Papa Massata Diack, lobista do mundo olímpico, telefonava insistentemente cobrando propina que não fora paga.

Foragido da Justiça, Papa Massata é filho do senegalês Lamine Diack, ex-presidente da federação internacional de atletismo. Seu pai, que foi banido do esporte, está preso na França.

Expurgar dirigentes corruptos poderia ser o primeiro passo para entidades esportivas assumirem boas práticas de governança. Infelizmente há pouca esperança. O silêncio absoluto dos presidentes de confederações nos dá a impressão de que todos têm o rabo preso com o antigo capo. Aberta, a caixa de pandora olímpica ainda pode ter um efeito cascata na cúpula do esporte brasileiro. 


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