Alemães aceitaram esperar fim do contrato com Olympikus, até 2014 - Crédito Alexandre Loureiro / VIPCOMM

Alemães aceitaram esperar fim do contrato com Olympikus, até 2014 - Crédito Alexandre Loureiro / VIPCOMM

A Adidas apresentou na última semana uma proposta de R$ 350 milhões por dez anos de contrato com o Flamengo. O projeto para assumir o fornecimento de materiais esportivos do clube, existente desde o ano passado e revelado pela Máquina do Esporte em novembro de 2011, porém, sofreu algumas alterações.

O projeto inicial da empresa alemã era pagar a multa rescisória que o clube tem em contrato com a Olympikus, atual responsável pela função, e passar a ser o fornecedor a partir daquela data. Agora, porém, após conversas com a própria fabricante brasileira, a ideia é que o contrato passe a valer a partir de 1º de janeiro de 2015.

Na última segunda-feira, a presidente do Flamengo, Patrícia Amorim, se reuniu com Pedro Grandene, presidente da Vulcabras/Azaleia, dona da marca Olympikus. Na reunião, além de debater sobre alguns termos referentes ao atual contrato, a dirigente entregou a Grandene a proposta da Adidas.

Agora, a Vulcabras tem até o início de setembro para responder sobre a proposta da Adidas. O contrato é de R$ 35 milhões ao ano entre fornecimento de material esportivo, premiações e um montante fixo por mês. Segundo apurou a Máquina do Esporte, o Flamengo deve receber cerca de R$ 23 milhões fixos anualmente, sendo os demais R$ 12 milhões divididos entre material (R$ 8 mi) e premiações (R$ 4 mi).

“Esse talvez seja o primeiro caso no Brasil em que o gerenciamento de um contrato de fornecimento de material esportivo é feito de forma profissional tanto pelo clube quanto pela empresa que demonstra interesse em patrocinar”, disse à Máquina do Esporte Tullio Formicola Filho, diretor de marketing da Vulcabras/Azaleia e responsável pela gestão do acordo da Olympikus com o Flamengo.

O executivo celebra o fato de que a Adidas preferiu respeitar o atual contrato em vigência com a Vulcabras em vez de optar pelo pagamento da multa rescisória.

“Essa é uma prática comum na Europa e nos Estados Unidos. Um ano antes o clube ou a liga avisam que vão trocar o fornecedor do material esportivo. Por aqui, essa é a primeira vez que vejo alguma coisa nesse gênero”, completou Formicola.

Curiosamente, a própria entrada da Olympikus do Flamengo foi feita sem ser respeitado o contrato com o antigo parceiro. Inicialmente, o clube tentou romper o acordo que tinha com a Nike para a entrada da fabricante brasileira, com uma proposta cerca de três vezes maior. O Flamengo chegou a entrar em campo com uma camisa-tampão, sem a marca da Nike e com três pontos de interrogação no lugar do símbolo da Olympikus, numa ação prévia de lançamento da parceria. 

A discussão foi parar na Justiça, e a fabricante americana conseguiu manter o acordo até seu término, em julho de 2009. Desde então, a Vulcabras passou a fornecer o material esportivo, após uma concorrência realizada pelo Flamengo e que teve a Olympikus como única concorrente.

A oferta da Adidas permanece a mesma desde novembro de 2011, quando a Máquina do Esporte antecipou que a fabricante alemã pretendia pagar R$ 350 milhões por um período de dez anos para a equipe rubro-negra (leia mais ao final da reportagem). À época, o negócio estava sendo costurado sem o conhecimento da Olympikus, tanto que, após reunião entre Formicola e Patrícia Amorim, o clube divulgou nota negando que havia tido conversas com a fabricante alemã.

Diferentemente do que publicou a Máquina do Esporte em novembro passado, porém, o responsável por intermediar as conversas com a Adidas não é a Traffic, e sim Carlos Peixoto, ex-diretor de futebol flamenguista, e Harrison Baptista, ex-diretor de marketing do clube e que à época era funcionário da Traffic. A dupla tem feito o meio-campo entre o Flamengo e a matriz da Adidas na Alemanha. Tudo tem sido costurado por meio da filial da fabricante na América Latina, cuja sede fica no Panamá.

As tratativas com a fabricante estrangeira já acontecem desde o fim do ano passado, mas tinham emperrado nas relações existentes entre a Vulcabras e o Flamengo e até com a Adidas. Além da multa rescisória prevista no contrato, de cerca de R$ 30 milhões, pesou o fato de as duas empresas de material esportivo serem sócias no país. As duas empresas possuem uma joint venture que é responsável pela gestão da marca Reebok no país.

Veja mais:

Adidas oferece R$ 350 milhões para tirar Olympikus do Flamengo


Notícia Olympikus Patrocínio Adidas Flamengo

Número do dia

R$ 510 mi

Foi a arrecadação do Flamengo em 2016; cerca de 60% desse valor foi com verba de televisão (R$ 297 milhões)

Autoline

Patrocinado por



Boletim
Capa Boletim Boletim Máquina do Esporte

Receba o Boletim Máquina do Esporte por email

Cadastre-se Agora

Mais lidas

1Conar suspende campanha de sócios do Flamengo
2Em parceria com Guarulhos, Corinthians anuncia time masculino de vôlei
3Com Djokovic, Lacoste volta a ter presença no tênis
4Athletic Bilbao troca Nike por New Balance
5Dono do Olympiacos compra Nottingham Forest
6Análise: Qual o limite para o marketing no esporte?
7COB acerta contrato com fornecedora de equipamentos de treino
8Clubes apostam em planos populares para atrair sócios
9Superliga Chinesa renova contrato de title sponsor
10Inter estreia em casa com campanhas do clube e da Nike